terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Oh Porto!

 


Adoro ir ao Porto, em trabalho, em passeio, por coisas minhas, e desta vez  resolvemos  encontrarnos em pleno Agosto na Invicta, um encontro numa cidade que está tão bem servida de transportes públicos, que chegamos todos a mesma hora,  (ou quase), na verdade foram só 20 minutos depois, mas como diz a TG, isso agora não interessa nada, eu tinha uma  e apenas uma imposição, irmos ao Café Magestic, fosse o café a 10, 20, ou o preço que for, tínhamos de ir, e foi o nosso ponto de encontro, um dos emblemáticos da cidade. Adorei atendimento 5*, o café no ponto, a conversa q.b. e a alegria de nos reencontrarmos quase um ano depois, compensou a espera. Depois rumamos até a ave. dos Aliados, e fomos a uma livraria em extinsão, uma tristeza, e até aposto que o futuro dirá, alojamento local X...passagem pelos Cléricos e pela Lello,  a fila interminável espelha bem, o mundo globalizado em que vivemos.

E perto da hora de almoço, pela praça dos leões, encontramos um restaurante pitoresco, com serviço de buffet, toca a comer que a tarde promete ser longa.

E assim foi numas descidas alucinantes, pelas ruelas e calçadas (ai que me estou a lembrar do Rui), até a Ribeira, passando por vários e muitos monumentos, casarios tipicos,  outros nem tanto, em amena cavaqueira, umas fotos para mais tarde recordar, e depois de atravessarmos milhares de turistas, eis a parte final e mais dificil, qual ciclista a chegar á meta, subir as escadas até a Sé, muitas paragens pelo caminho, água para repor do esforço, e sempre acompanhados pelo burburinho de linguas diferentes e castiças, o nosso popular, a roupa estendida como, não, estamos nos bairros típicos, a roupa é para estar a apanhar sol, e a secar ao vento,  a maré trás até ao Douro, uma brisa que nos ajuda nos degraus finais......ainda apreciamos a Sé e as vistas da cidade, como é impossivel não o fazer perante tanta beleza, é impossivel não nos debruçarmos nos murais e apreciar a beleza de um lado e do outro da cidade.

E chega a hora mais triste a da partida, como em tudo o que começamos deveremos acabar, e para nós este dia está a chegar ao fim, rumo a São Bento, e ao apressado "Pouca-Terra", até ao destino.

E para nós não é um adeus, não é o fim, é um até breve, um até já.




Eu adoro o Porto, cidade, acho uma cidade com um encanto especial, e adoro a pronúncia e acho as pessoas super simpáticas, tenho sempre uma excelente impressão cada vez que vou.

Desta vez não foi diferente, com hora marcada para compromissos de manhã e de tarde, sem sequer pedir, a senhora disse-me se queria que ela visse se a colega me podia também atender de manhã, para não perder tanto tempo ali. Não pedi nada, a solicitude dela foi espectacular e muito atenciosa, fazem falta mais M* assim no atendimento. 

Claro que depois dos compromissos tratados tinha bastante tempo para passar pelos pontos que tinha planeado, mas desta vez o tempo não ajudou, deu isso sim para me ir abrigando e descobrindo tesouros escondidos do Porto, em passo de empurrão pelo vendaval e pela chuva que estava a aumentar de intensidade, o vento também, e nem o meu chapéu resistiu à intempérie.

O almoço foi, não uma francesinha mas uma tosta mista (era mais rápida) e de sobremesa comprei uns palmiers gigantes com uma aroma e um gosto de comer dois ou três logo de seguida, o senhor bem me disse para os levar todos, e tinha razão, mas da próxima não me escapam mais um, porque era mesmo delicioso....

Tive a sorte (estava a chover e foi um bocado para me abrigar) de assistir a um Concerto de Órgão na Igreja dos Clérigos, uma surpresa muito bem vinda, ainda descobri a "Casa Escondida" entre a Igreja das Carmelitas, adorei um verdadeiro tesouro. Depois de ter ficado com o chapéu mesmo virado, varetas partidas ainda fiz uma conversa com uns espanhóis em "portunhol", porque a eles lhes aconteceu o mesmo, e não dava para chorar por isso rimos da situação, e soube muito bem, a passo de quase corrida (o vento estava possuído), empurrada pelo vento entre noutra Igreja a de Santo António, quantas vezes já por ali passei??? Centenas, e como não entrei, foi a pergunta que fiz a mim mesma. 

Apesar de ter o Café A Brasileira mesmo à minha frente, não ousei atravessar a rua, e entrei numa confeitaria, e saí de lá com um café e um mini bolo rei....

Uma viagem curta, chuvosa, ventosa, com prejuízos (ninguém gosta de perder o seu único chapéu de chuva), mas rica emocionalmente, culturalmente, e desgraçadamente com umas boas gramas a mais. 

 

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