Sándor Márai ; As velas ardem até ao fim
Este foi um livro que há muito queria ler, pelas criticas, a curiosidade do desconhecido da história, o autor, uma narrativa que é praticamente um monólogo e a capa adoro esta capa tão melancólica. E foi aquela leitura para aquele dia, eu sei que eram alturas de festas e celebrações, mas eu pessoalmente não me sentia nada festiva, e este livro e esta história fez-me recordar muito aquelas pessoas que andam ai, os amigos perdidos, os amigos que estão sós, e pensamos neles, mas ao mesmo tempo estamos tão afastados.
Uma narrativa na primeira pessoa o General que ao fim de 40 anos volta a reencontrar um velho amigo, num jantar na sua casa palaciana, entre estes dois amigos esconde-se um segredo que nos vai sendo revelado pela narrativa / monólogo do General. Um livro poderoso sobre a amizade, velhas feridas, a solidão.
Um livro que não pode ser lido com qualquer estado de espírito, tem de ser aquele estado em que nos envolvemos e identificamos com a narrativa.
" A amizade, pensava eu - e tu, (...) é a relação humana mais nobre que pode haver entre os seres vivos humanos. É curioso, os animais conhecem-na também. "
" A solidão também é uma coisa bastante curiosa... às vezes é como uma selva, cheia de perigos e de surpresas. "
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